4 de maio de 2009

TRABALHO LITERATURA BRASILEIRA

Atividade 1 – HIPOTRÉLICO (tutaméia, quiquiriqui, mexinflório, chorumela ...)


Procurei no dicionário “on line” que sempre uso, o priberam.pt, e nada encontrei. Pesquisei mais um pouco e lá estava os “verbetes da linguagem guimaraenzada”, são muitos, aqui, no titulo coloque alguns que mais me chamaram atenção.
Tatuméia, que tem uma tradução de ninharia, quase nada, pode ser vista de outra forma, uma forma hipotética (ou hipotrélica) que traria uma variedade de sentidos, algo comum a um escritor que soube como nenhum outro explorar o português arcaico, contemporâneo e outras línguas (existentes ou imaginadas), criando uma espécie de gramática própria, que inovou e resistiu ao tempo.


Atividade 2 - JOÃO GUIMARÃES ROSA.

Pelas veredas da vida, pelos caminhos que nos leva ao sertão que existe dentro de cada um de nós, esta João Guimarães Rosa, escritor mineiro, nascido na pequena Cotisburgo, esteve médico, esteve diplomata, mas sempre foi escritor.
A característica mais marcante em suas obras regionais/universais é o uso inovador da língua, ele sem pudores usa de toda a sua criatividade para a formação de neologismos, dando a cada palavra uma plurisignificação que transcende o espaço da página e encontra no leitor um campo fértil para novas significações.
Outro ponto marcante é a fonte universal da qual bebem os grandes mestres: o bem e mal, a vida é a morte, qual o sentido de existir? Rosa, com seu jeito único de escrever mistura arcaísmos a termos modernos para nos mostrar que as palavras vão alem do texto, seus personagens fortes vão alem da historia.
Com seu estilo absolutamente novo, marcou de forma digna a 3ª fase do modernismo brasileiro, trazendo a tona, no seu universo regionais de jagunços e fazendeiros questões universais: qual o significado do amor? Do ódio? Da ambição? Qual o motivo pra sobreviver à fúria do homem e a aridez da terra?
Afinal, “Nonada. Tiros que o senhor ouviu foram de briga de homem não. Deus esteja.”

Atividade 3 – ALGUMA POESIA


“Eu também já fui brasileiro / moreno como vocês. / Ponteei viola, guiei forde / e aprendi na mesa dos bares / que o nacionalismo é uma virtude. / Mas há uma hora em que os bares se fecham / e todas as virtudes se negam.” ( Drummond)
Este trecho de “também já fui brasileiro” tem semelhança com Alguma poesia, ambos mostram que muitos artistas e intelectuais da década de 20 e 30 defrontaram-se com alguma ambivalência (aspectos diferentes entre si) na definição do caráter nacional ora valorizado em nossas raízes, ora projetado no rumo da modernização.
Daí que devemos entender que esta virtude do nacionalismo esta tanto no “elevador quanto na roça”, era provavelmente o primeiro indicio de um país plural, heterogêneo, completo como é o nosso.


Atividade 4- A HORA DA ESTRELA


O heterônimo Rodrigo S.M. serve como uma tentativa de Clarice Lispector imaginar outra forma de escrever, isso acontece em 1977, ou seja, bem longe da geração de 45, tempo em que a escritora foi um dos ícones com suas pesquisas estéticas.
A historia tem um contexto social e mostra uma personagem até certo ponto típica (nordestina, sem instrução, sendo explorada...). Talvez o que sirva para “ligar” “a hora da estrela” a geração de 45 seja o fato do heterônimo. Mas porque o uso de tal artifício?
Talvez o fato de estar sofrendo de câncer, tenha feito a autora fugir de seu cotidiano, que era escrever com narradoras femininas e aventurar-se com um narrador masculino, sendo assim escreveria inovando até mesmo do ponto de vista inicial: a visão de um homem. Clarice não consegue, e seu Rodrigo acaba soterrado sob a criatividade da grande escritora que o criou.
Assim sendo, a analise psicológica dos personagens volta com força, a introspecção, o exame psíquico do narrador, que vira personagem, ao descrever tanto seu interior, quase tão latente quanto a Macabéia. Ambos são personagens da Clarice e trazem consigo toda a metalinguagem de seu tempo.

Atividade 5- GABRIELA, CRAVO E CANELA


A beleza morena, que representa a mistura da raça negra com a branca, que povoou a Bahia durante o processo de colonização é sintetizado por Jorge Amado em Gabriela, uma personagem fascinante que nos apresenta a melhor fase do escritor, a fase lírica.
Amadurecido como ser humano Amado depois de 1958 dosa seus romances que eram quase totalmente políticos, com temperos mais doces e marcantes. Gabriela é o inicio deste processo. No enredo uma jovem pobre vinda do interior, mas de beleza espetacular se torna a jóia mais rara e cobiçada pelos poderosos de plantão.
É como se Jorge dissesse: Existe algo mais forte que o poder, existe o prazer, e o prazer é ter os carinhos de uma meiga e doce baiana. O lirismo do autor ao descrever o espírito livre e rústico da personagem o levou a academia brasileira de letras, e respectivamente ao mundo eterno dos grandes poetas.


Referências:

ALGOSOBRE.COM.BR. Tatuméia – Terceiras Estórias. Disponível em < http://www.algosobre.com.br/resumos-literarios/tutameia-terceiras-estorias.html > Acesso 04 abr.2009.

BRASIL ESCOLA. Guimarães Rosa. Disponivel em:< http://www.brasilescola.com/literatura/guimaraes-rosa.htm> Acesso em 30 mar.2009.

MUNDO VESTIBULAR, Clarice Lispector - A Hora da Estrela. Disponivel em:< http://www.mundovestibular.com.br/articles/51/1/A-HORA-DA-ESTRELA---Clarice-Lispector-Resumo/Paacutegina1.html > Acesso em 04 abr. 2009

PAGNAN, Celso Leopoldo. Literatura brasileira. Universidade Norte do Paraná,
letras 7. São Paulo. Pearson Education do Brasil, 2009.

PASSEIWEB. Alguma poesia, de Carlos Drummond de Andrade. Disponível em < http://www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/livros/resumos_comentarios/a/alguma_poesia > Acesso em 04 abr. 2009.

TEXTO EDITORES UNIVERSAL. Língua portuguesa on-line. Disponível em <http://www.priberam.pt/dlpo.> Acesso em: 04 abr. 2009.

TRABALHO LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS

Atividade 1 – FURO DE REPORTAGEM

Em uma pequena cidade imaginária de uns 30mil habitantes, situada entre o estado de Amazonas e do Pará, um jovem repórter de 35 anos, formado em historia americana, é chamado às pressas, por um fazendeiro local, a rádio em que o repórter trabalha é comunitária e só é ouvida dentro do território de sua cidade. Assim que entra no ar, ele fala: Bem amigos, estamos aqui, na fazenda Tabúa, neste município de Pedreiras onde fomos chamados pelo proprietário da mesma, após a descoberta de um incrível achado arqueológico, que pode mudar até a historia do nosso país.
Tudo aconteceu há apenas duas horas atrás, estávamos na rádio, recebemos a informação, e, de imediato viemos conferir, e, pelo que vimos aqui, o dono da fazenda, o senhor João Soares tinha razão: É uma descoberta fascinante, em breve este local deverá ficar cheio de pesquisadores, repórteres e demais entendidos, alem de admiradores de relíquias dos povos pré-colombianos.
Mas, vamos aos fatos: O Senhor João Soares resolveu reformar a barragem existente em sua propriedade, para isso precisava de muita pedra e decidiu dinamitar uma enorme rocha que fica no final de sua propriedade, assim como já fizeram muitos fazendeiros de nossa região. Ao tentar dinamitá-la, a enorme rocha partiu-se ao meio e mostrou por traz dela uma enorme passagem que entra no morro e depois desce para dentro dele. Esta passagem leva há uma enorme construção subterrânea, com características nunca vistas em nosso país.
Eu fui um dos primeiros a entrar, o local ainda esta sem iluminação, levei lanternas e o que pude ver foi um enorme salão, que parecia ter janelas, com algo tipo um parlatório, ou um altar no centro. Provavelmente era utilizado em cerimônias ou festas. Me chamou especial atenção, para as pedras deste local, bem limpas como se fossem polidas, destoando do resto da construção. Pude perceber figuras nas paredes, que lembras pinturas rupestres acompanhadas de pequenas inscrições que lembram textos, apesar de os caracteres não serem os mesmos de nosso alfabeto.
O chão desta enorme sala esta coberto de uma camada espessa de terra negra que parece cinzas endurecidas, em uma segunda sala anexa a primeira encontrei artefatos que parecem lanças e outros que lembram escudos, todos com um símbolo de um sol, o que lembra o povo Huari, do qual descendeu os Inca, pois este era seu principal deus. Jogado num canto da sala, vi um medalhão com uma coroa gravada, com inscrições parecidas com a língua espanhola.
Muitos pesquisadores irão descobrir todos os mistérios deste local, porem eu, um dos primeiros a vê-lo arrisco-me a deduzir pelo trabalho na pedra, semelhante a Machu Picchu, no Peru, que este local poderá ser uma cidade inteira, é provavelmente mais uma construção dos Incas, ou de seus antecessores e com isso reescreverá a historia desta civilização, mostrando que não viveram apenas no litoral, vieram ao interior, talvez até viveram primeiro aqui, e só depois, foram ao litoral, talvez retornando a viverem neste local, refugiados dos conflito com os espanhóis.
Infelizmente as cinzas no chão, provam que aconteceu uma enorme catástrofe natural, que criou toda esta cordilheiras de montanhas (mesmo que de baixa altitude) e soterrou os prováveis últimos refugiados deste antigo império. Arrisco-me mais, esta construção deve ter mais de 3 mil anos, faremos maiores investigações e levaremos ao ar amanhã com esta que provavelmente será a maior descoberta arqueológica da historia do Brasil.

Atividade 2 – ENTREVISTA TELEVISIVA OU RADIOFÔNICA

Nas entrevistas televisivas ou radiofônicas, a fala apresenta muita semelhança com a escrita, devido ao uso de termos muitos utilizados na variedade padrão da língua.
A característica principal que assemelha este gênero oral dos gêneros escritos é o planejamento, que geralmente é feito pelo entrevistador e visa “guiar” o caminho que será percorrido pelo entrevistado. Assim sendo o entrevistador ou a sua equipe formula perguntas diferentes e adequadas a cada entrevistado. No caso de um poeta é normal perguntas sobre sua infância, sua família, o que o levou a escrever, quais seus livros preferidos entre outras.
Com um político praticamente nenhuma destas perguntas seriam feitas, com certeza de planejaria questões sobre cultura, meio ambiente, corrupção... Por serem planejadas com uma certa antecedência as vezes o entrevistador as atualiza em pleno programa criando situações em que se percebe mais facilmente a descontração dos gêneros orais.
No caso dos entrevistados, salvo raras exceções só sabem o tema da entrevista, então se “preparam” para responderem sobre tal assunto, e, fazendo isso geralmente lêem sobre o assunto e preparam respostas no mesmo nível cultural do entrevistador, assim sendo usam o padrão culto da língua, o que aproxima muito as respostas da linguagem escrita.
Poderíamos assim elencar as principais características do gênero oral entrevista: a) perguntas planejadas antecipadamente; b) fala orientada geralmente por fichas, com tempo cronometrado; c) local combinado e conhecido; d) tom de voz modulado de acordo com o tema; e) possibilidade de atualização de perguntas, no caso de algum fato novo sobre o tema abordado; f) presença de “platéia” no local da entrevista e fora dela; g) uso de linguagem oral de forma culta; h) presença física dos falantes, platéia e presença “virtual” de outra platéia que as vezes pode interagir via computador ou telefone.
Vale destacar também que neste gênero o entrevistado pode se ofender, ou não concordar com alguma colocação do entrevistador, o que pode causar constrangimento e mudar o “ritmo” da conversa para um plano bem inferior ao usado na norma culta de língua.

Atividade 3 – ELOCUÇÃO FORMAL

A transcrição da entrevista que serve como base para este texto, é sim um registro formal da língua falada devido a formatação de sua escrita e as marcas lingüísticas características que são usadas na oralidade.
Podemos perceber claramente os marcadores: bom, desse/dessa, pausas seguidas, reiterações, éh, no, eu (repetidas vezes), de que, esses/esse, tem, encabeçar a lista, e sim, ao fato, de ele, e cheguei, parti, eu não preciso ficar repetindo aqui, né?, nem, então, até, se ia, não é que eu tenha nada contra, ao contrário, eu acho, bem, uma ques/uma..., dizia-se que..., primei/primeiros, hoje em dia, ou seja, da... da, do livro número quatro...não... do livro número três... se não me engano...
Os termos estão como aparecem no texto e não foram repetidos os números de vezes em que aparecem por motivos lógicos. Todos eles servem para provar que o arquivo é um registro, uma amostra da língua oral, que é informal e não foi totalmente planejado, mas segue uma seqüência interessante pois volta ao tema de forma discreta, o que mostra o bom nível cultural da entrevistada, com certeza algum com menos cultura teria voltado ao tema de forma mais “visível” e mais vezes.
Assim como acontece uma oralização de um texto escrito, também acontece a escrita de um texto oral e este exemplo traz consigo todas as características do texto oral, seus marcadores, suas repetições, sua forma, que transpassa ao leitor o sentido de uma mensagem criada e executada no mesmo momento, dá até para “sentir” o nervosismo da entrevistada.

Atividade 4 – EU SOU O ENTREVISTADOR ?

Para esta atividade, visando uma fala bem natural resolvi não entrevistar diretamente e sim “grampear” (risos) alguns amigos. Assim sendo no meio do meu trabalho, ao recebê-los e sem que os mesmo percebessem comecei a gravar as conversas, então após os contatos normais de serviço “puxei” o assunto para a língua portuguesa.
No primeiro momento o papo fluiu naturalmente, mas depois de algumas perguntas mas especificas senti que os “entrevistados” estranharam a insistência e tornaram as respostas mais bem elaboradas, até certo ponto próximas da linguagem “padrão”, ou seja formal, como se não tivessem mais a mesma “intimidade” com o que estavam falando.
Os marcadores conversacionais mais utilizados foram: é assim, na verdade, tranqüilo, é a questão, a sim... né?, isso mesmo?, sabe?, entendeu?.



A língua portuguesa... é interessante... porem assim... muito difícil de ser... iscrita, na verdade... pra se falar até tranqüilo mas pra se escrever muito mais difícil.

A maior dificuldade que eu tive na língua portuguesa na verdade é assim é... é a questão gramatical... a sim... a questão de ditongo é muito difícil... a questão de acentuação...

Pra eu falar do que me lembro bem é assim ... as vezes a a questão de coordena... é... de... coordenação né? Isso mesmo que se fala? Coordenação ... no momento so me lembro disso mesmo... coordenação fala uma coisa e pra escrever tem que se escrever concordando, sujeito com verbo né assim ? predicado e as vezes pra falar não se exige tanto

Se eu tivesse oportunidade eu estudaria á nossa própria língua, o português embora é dificil sabe? Se escrever e falar... é ...escrever na verdade... mas é interessante se eu tiver oportunidade de aprender eu aprendo outra língua que conhecimento nunca ´demais, entendeu?(... ....) embora seja dificil mas eu gosto da língua portuguesa




Referências:


COLA DA WEB. A Cultura Maia, Asteca e Inca Pré-Ocidentalização. Disponível em < http://www.coladaweb.com/hisgeral/maias_astecas_incas.htm > Acesso em: 15 abr. 2009.

HISTORIA VIVA. Apreendidas na Espanha peças de arte pré-colombianas. Disponível em < http://www2.uol.com.br/historiaviva/noticias/apreendidas_na_espanha_pecas_de_arte_pre-colombianas.html > Acesso em: 15 abr. 2009.

LIMA, Lilian S A Moreira. Lingua portuguesa: história. Universidade Norte do Paraná, letras 7. São Paulo. Pearson Education do Brasil, 2009.

TEXTO EDITORES UNIVERSAL. Língua portuguesa on-line. Disponível em <http://www.priberam.pt/dlpo.> Acesso em: 14 mar. 2009.

TRABALHO LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS

Atividade 1 – DIVAGAÇÕES SOBRE O DIALETO CAIPIRA.

Eu vó te dizê: lugá de muiê é na cuziá. Esta frase, apesar de não parecer em língua portuguesa, esta perfeitamente aceita e legitimamente “entendida” no nosso idioma, tratava-se de uma variação muito usada na costa brasileira, principalmente nos primeiros anos de colônia, quando os jesuítas esforçavam-se para evangelizar os povos nativos.
Segundo historiadores este dialeto foi resultado de uma dificuldade natural que as pessoas tem de emitir novos sons, ou seja, falar uma língua que não estavam acostumados, neste sentido “ajustavam” o novo idioma ao que seria possível falar (emitir um som parecido). Tinham maiores dificuldades nos fonemas das letras “l”e “r”, especialmente em final de palavras, sendo assim animal, torna se animá e falar tem a pronuncia falá. No caso das consoantes “dobradas” lh, nh, acontecia um processo de vocalização, por exemplo, colher, vira coiêr e manhoso se transforma em maiôso.
Coutinho, no recorte de trecho, enviado pela professora Lilian para este trabalho, percebe que este dialeto caipira esta sendo extinto pelo progresso do país e pela “invasão” dos novos meios de comunicação na vida de pessoas simples que viveram (e vivem) afastados dos grandes centros urbanos. Eu iria mais longe, o dialeto caipira esta sendo menos usado também por motivos hereditário, seus primeiros usuários falavam outra língua e tinha a dificuldade de falar o português, os novos usuários já nasceram “ouvindo” o português e por isso tendem a falar sem a dificuldade que existia anteriormente, em outros termos já é a língua natural, daí a facilidade de emitir os sons que nos dias de hoje acontece.
Se eu estou certo, então o que explica a “sobrevivência” deste dialeto em pequenas cidades? Neste caso volta-se a teoria de que o ser humano tende a formar palavras paroxítonas, com menos letras, daí que algumas pessoas continuam falando da maneira que entendem mais fácil, e fazem menos esforço.
Na literatura temos personagens interessantes, entre eles vale destacar o Jeca Tatu de Monteiro Lobato, caipira típico que com o menor esforço possível conseguia sobreviver às maiores dificuldades. Deixando as historias literárias de lado e colocando em pratica os ensinamentos do curso quanto a historia da língua e suas fontes de conhecimento poderiam dizer que o dialeto caipira foi uma pequena gota de orvalho na enorme árvore que nos presenteou com a “última flor do Lácio”.
Como todo orvalho, irrigou a planta, foi interessante enquanto existiu, mas com a chegada do sol (conhecimento da língua) secou, sem deixar maiores rastros. Seus metaplasmos apócopes e síncopes tendem a desaparecer com o passar dos anos e devem ter um pequeno espaço nos grandes livros de lingüísticas históricas que serão feitos e revisados sobre a origem, evolução e transformação da língua portuguesa.
Só o pensamento do velho caipira, continua sendo aceito, apesar de sofrer enormes alterações: Lugar de mulher é na cozinha, no escritório, na presidência da república...

Atividade 2 – ANALOGIA, A METAMORFOSE DA LÍNGUA.

A relação de semelhança, principalmente de sentido entre palavras existentes e conhecidas com outras, que devem existir, mas talvez eu não ás conheça é um dos grandes mistérios da língua portuguesa. Porque “embarcamos” em um avião?
A analogia, ao contrario dos demais processos estudados, os metaplasmos, ela não acrescenta, elimina ou muda fonemas. O que ela faz é mudar um sentido inteiro para outro, às vezes oposto, isso geralmente acontece depois de um longo período de tempo.
Esta metamorfose das palavras no decorrer da historia formaram frases “celebres”. Walter Prevóst disse: “A memória é como uma maleta. Sempre colocamos nela coisas que não servem para nada”. Jonh Lennon falou: “A ignorância é uma espécie de bênção. Se você não sabe, não existe dor”. Ambos falavam da mesma coisa, de formas diferentes e em momentos diferentes, falavam da intertextualidade de forma analógica, comparavam, faziam por base na semelhança analogias as suas respectivas filosofias.
Analogia em lingüística é isso: a mudança de sentido, ora em uma só palavra, ora em uma frase inteira, é um “objeto deformador” que não deforma e sim “toma emprestado” de acordo com o contexto qualquer palavra, e usa-a de forma que todos a compreendam, mesmo que ela nem lembre o seu sentido “original”
Peixeira é uma faca pequena e afiada, que possivelmente ganhou este nome devido ao seu uso inicial para limpar peixes (perceba que o Darwin devia mesmo estar certo tudo começo nas águas, ou perto delas, embarcar, peixeira, tudo leva-nos de volta as águas). Hoje a peixeira, em algumas regiões, é mais conhecida que o nome faca, assim sendo em algumas décadas, nestas regiões peixeira assumirá o “sentido” total de faca, com isso, teremos a peixeira de mesa (faca de mesa) assim como já temos a peixeira de gado, a peixeira do churrasco...
Mas, voltando ao inicio do texto, qual o neologismo que poderia criar para entrar em um avião? Para criá-lo com certeza seria necessário mais uma analogia, como “entrar em um barco”, é embarcar entrar em um avião, seria emàviar; em um trem, emtrenzar; e em um ônibus? Bem em um ônibus, seria preciso usar uma linguagem atual, buzú, aí embuzuariamos. Ainda bem que podemos usar a analogia, assim deformamos e simplificamos.



Referências:

BIBLIO.COM.BR. O dialeto caipira – Amadeu Amaral. Disponível em: < www.biblio.com.br/conteudo/amadeuamaral/odialetocaipracreditos.htm > Acesso em 10 mar.2009.

BRASIL ESCOLA. Charles Darwin. Disponível em <http://www.brasilescola.com/biologia/charles-darwin.htm > Acesso em: 10 mar.2009.

FRAZZ. Walter Prévost. Disponível em < http://www.frazz.com.br/frase.html/Walter_Prevost-A_memoria_e_como_uma-59003 > Acesso em: 13 mar. 2009.

LIMA, Lilian S A Moreira. Lingua portuguesa: história. Universidade Norte do Paraná, letras 7. São Paulo. Pearson Education do Brasil, 2009.

MARTINS, José de Sousa. Línguas brasileiras – dialeto caipira. Disponível em: < http://www.terrabrasileira.net/folclore/manifesto/caipira.html > Acesso 11 mar. 2009.

MENSAGENS COM AMOR. Frases de Jonh Lennon. Disponível em < http://www.mensagenscomamor.com/frases_de_john_lennon.htm > Acesso em: 13 mar. 2009.

SILVEIRA, Antonio. De Jeca tatu a Zé ninguém. Disponível em < http://www.aultimaarcadenoe.com/conto8.htm > Acesso 10 mar. 2009.

TEXTO EDITORES UNIVERSAL. Língua portuguesa on-line. Disponível em <http://www.priberam.pt/dlpo.> Acesso em: 14 mar. 2009.

12 de novembro de 2008

DIÁRIOS DE REGÊNCIA



Diário de Regência N° 01 (aulas geminadas)


Escola: Edna Moreira Pinto Daltro

Data: 09/09/2008
Local:Capim Grosso - Bahia
Hora de Inicio/Término da Aula: 10:20 ás 12:00

Professora da sala: Eli Vaneide Cedraz de Oliveira Barbosa
Nível/Série: Ensino Médio / 2° Ano

Número de Alunos: 29
Estagiários: José Orlando O. Rios / Maria Aurilene R. Mendonça
Tema: Características do Realismo/Naturalismo e Realidade da Escola


Voltando a sala 15 dias após á ultima participação ainda tínhamos um bom contato com a turma. Preparamos bem nossa primeira aula de forma que nossos conhecimentos foram suficientes para que os alunos assimilassem os conteúdos, visto que foram duas aulas em seqüência com temas que se intertextualizam, mas estão em momentos diferentes da historia.
O uso de computador, que trouxemos, ajudou muito no sentido de inovar ao trazer novos recursos para a aula. Foi decisivo na interação com a turma, visto que muitos deles passam horas de seus dias conectados nos “pcs”.
Acreditamos que os alunos, ao menos a grande maioria conseguiu compreender e assimilar os assuntos das aulas, devido a participação e ao resultado dos pequenos exercícios propostos.
Quanto a disciplina, não houve problemas, é uma sala com um número bom de alunos, em sua maioria meninas, o que facilita na questão do comportamento em sala de aula.
A forma como organizamos os conteúdos, recapitulando momentos históricos para explicar as características favoreceram o entendimento da seqüência lógica da aula, o fato de na segunda metade colocarmos um assunto atual (a realidade da escola) com o texto “de pais e professores” causou um reflexão realista que serviu de ponto forte no ato de adquirir conhecimentos.
Nossas maiores dificuldades foram a dicção (Orlando) e a falta de costume de falar em público (Aurilene) que de certa forma atrapalha o bom andamento da aula, porem são pequenos empecilhos que devem serem melhor trabalhados para não ocorrerem em outras oportunidades.
Acreditamos que conseguimos atingir os objetivos desta aula.



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Diário de Regência n° 02

Escola: Edna Moreira Pinto Daltro

Data:11/09/2008
Local: Capim Grosso - Bahia
Hora de Inicio/Término da Aula:09:10 ás 10:00

Professora da sala: Eli Vaneide Cedraz de Oliveira Barbosa
Nível/Série: Ensino Médio / 2° Ano
Número de alunos: 29
Estagiários: José Orlando O. Rios / Maria Aurilene R. Mendonça
Tema: Aloísio de Azevedo – Um pouco de sua obra


De acordo com o projeto de ensino que tem como eixo fazer uma “ponte” entre o período realista e a nossa realidade, a aula que regemos nesta data atingiu todos os seus objetivos, os conhecimentos adquiridos na preparação foram complementados com o vídeo “isso é realismo”, coletado na internet e exibido em sala de aula.
A compreensão dos alunos aconteceu de forma espontânea devido ao contato atual com a informática o que deixou mais simples a apresentação, porem notamos que na leitura da biografia do Aloísio demonstraram cansaço e pouco interesse. O que não chegou a causar indisciplina, pois a sala é bastante comportada.
Mais uma vez, tivemos problemas na dicção, devido ao fato de um dos nossos estagiários (Orlando) ter pequenos problemas de dicção e ao mesmo tempo falar bastante, pois sua intertextualidade é enorme em relação ao assunto, devido ao seu extremo esforço em apresentar o melhor possível.
A fixação do aprendizado parece ter acontecido, pois os exercícios propostos foram respondidos dentro do tempo estipulado.
Quanto a parte de interação regente/aluno percebemos que a escola favorece, porem os educandos não demonstram interesses específicos em compreenderem a realidade de sala de aula e confrontarem com os textos realistas escritos á mais de um século. A leitura dos livros solicitados parece acontecer de forma “obrigatória” e não muito prazerosa.
O maior destaque dado pelos alunos a biografia do Aloísio foi o fato dele ter escrito “o mulato” antes da abolição, o que demonstrou um engajamento político do escritor, em sintonia com o seu tempo. Em sala, questionados, nenhum soube falar qual seria o movimento atual que mereceria sua atenção e seu engajamento.
Conseguimos aperfeiçoar o tom da voz e a pronuncia.



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Diário de Regência n° 03

Escola: Edna Moreira Pinto Daltro

Data:12/09/2008
Local:Capim Grosso - Bahia
Hora de Inicio/Término da Aula:9:10 ás 10:00

Professora da sala: Eli Vaneide Cedraz de Oliveira Barbosa
Nível/Série: Ensino Médio / 2° Ano
Número de alunos: 29
Estagiários: José Orlando O. Rios / Maria Aurilene R. Mendonça
Tema: Livros O Cortiço e O Mulato


Preparamos “sinopses” dos livros o Cortiço e o Mulato para a turma, esta maneira foi bem recebida pelos alunos devido ao efeito “de filme” que inserimos na maneira deles perceberem os romances, com isso atingimos nosso objetivo principal que era atrair a atenção deles para a leitura dos mesmos.
No campo do nosso conhecimento sobre o tema, estávamos preparados e de forma cronológica selecionamos falas de personagens e descrições de ambientes que levaram os alunos, a compreenderem o momento vivido pelas principais “figuras” dos livros relatados.
A interação com a turma aconteceu de forma natural e eles colaboraram com a leitura dos trechos, aconteceu um envolvimento com a reflexão das historias e tentamos uma comparação com a realidade de nossa cidade, em especial com a vida dos próprios alunos.
Não houve nenhuma indisciplina e a fixação do conhecimentos foi feita através de exercícios que levavam em conta mais o entendimento de mundo do que própria mente o que estava escrito nos trechos selecionados dos livros.
A aula partiu do livro o mulato, mais antigo, para depois abordar o livro o cortiço, este escrito depois da proclamação da república, esta seqüência foi interessante para o entendimento de que primeiro Aloísio lutou pela abolição e depois percebeu a “favelização” que aconteceu no inicio do república, e que veio a ser o tema do ultimo livro estudado.
Favelização, aliás, é o nome do vídeo apresentado na sala que mostra de forma inequívoca a repetição dos acontecimentos e a conexão entre a nossa realidade atual e a literatura realista, este vídeo também coletado na internet foi um dos pontos interessantes, que serviu para mostrar aos alunos a capacidade de Aloísio perceber e participar de sua “realidade”.



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Diário de Regência n° 04 (aulas geminadas)

Escola: Edna Moreira Pinto Daltro

Data: 15/09/2008 (antecipada para fugir da paralisação dos professores)
Local:Capim Grosso - Bahia
Hora de Inicio/Término da Aula:10:20 ás 12:00

Professora da sala: Eli Vaneide Cedraz de Oliveira Barbosa
Nível/Série: Ensino Médio / 2° Ano
Número de alunos: 29
Estagiários: José Orlando O. Rios / Maria Aurilene R. Mendonça
Tema: Escritores Realistas / Tecnologia e Literatura



Nesta aula geminada, que acontece uma vez na semana aproveitamos para estreitar mais o laço entre período realista/naturalista e o momento em que vivemos em especial a forma como se dá as novas tecnologias e sua influência nos livros.
Nossos conhecimentos sobre ao assunto são frutos de pesquisas na internet, visto que é um tema bastante atual que mostra a influência de novas tecnologias nas formas de impressão e acabamentos dos livros, assim como em seus conteúdos.
Como recursos, utilizamos cópias de um texto retirado da web, que achamos o mais adequado para o assunto, como nas aulas anteriores os alunos mostraram preguiça na leitura, o que foi de certa forma uma indisciplina leve, que controlamos, auxiliando-os na interpretação de termos até então desconhecidos.
Explicamos de forma pormenorizada e avaliamos com exercícios simples de percepção de diferenças em livros antigos e modernos. Na segunda parte da aula, sobre os principais escritores realistas em língua portuguesa estávamos bem mais preparados e a interação aconteceu mais fácil, com a compreensão dos educandos sendo facilitada por imagens no computador.
Conseguimos melhorar a pronuncia e a dicção. A aula, apesar de longa transcorreu de forma lógica, com a seqüência imaginada, ficaram perguntas sem respostas que não estávamos capacitados a responder, porem de forma geral os conhecimentos que tínhamos foram suficientes para dissertarmos sobre os assuntos e o aprendizado constatado nos questionamentos foram muito bons.
Atingimos, aproximadamente uns 85% dos nossos objetivos, para uma próxima aula sobre tecnologia precisamos melhorar.



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Diário de Regência n° 05

Escola: Edna Moreira Pinto Daltro

Data: 18/09/2008
Local:Capim Grosso - Bahia
Hora de Inicio/Término da Aula:9:10 ás 10:00

Professora da sala: Eli Vaneide Cedraz de Oliveira Barbosa
Nível/Série: Ensino Médio / 2° Ano
Número de alunos: 29
Estagiários: José Orlando O. Rios / Maria Aurilene R. Mendonça
Tema: Eça de Queiroz - Um pouco de sua obra


Demonstramos total conhecimento sobre o tema, o que facilitou esta aula, como material de apoio trouxe vídeos sobre o autor e sobre o livro “O Primo Basílio”.
Alem dos vídeos, também usamos como materiais cópias da biografia do autor, que foi lida em forma de grupos pela turma, estes matérias foram adequados e resultaram em um bom aprendizado.
Surgiram questionamentos sobre a vida e algumas obras modernas, como filmes e novelas e todas conseguimos explicar, esclarecendo em pormenores as perguntas sobre Eça de Queiroz.
Como fixação de conhecimentos, passamos o exercício de “refazer” trechos da obra em linguagem moderna, o que foi prontamente feito pela turma que também se animou ao perceberem o trecho original que existe na musica de Marisa Monte, declamado por Arnaldo Antunes.
A seqüência lógica da aula favoreceu o entendimento e não tivemos nenhuma dificuldade sobre este assunto. Acreditamos que os alunos conseguiram entender, pois adequamos o vocabulário e tivemos um bom retorno nos exercícios.
Quanto à dicção e a pronuncia já melhoramos bastante, evitando o uso convencional que fazemos de palavras no nosso cotidiano. Em sala de aula, chegamos a conclusão de que se deve tentar ao máximo aproximar a fala aos costumes dos alunos, isso traz maior interação e facilita o ato de compartilhar idéias.
Atingimos totalmente o objetivo da aula devido principalmente aos resultados obtidos nas atividades, conseguimos passar de forma objetiva toda a biografia de Eça, alguns de seus principais livros, em especial “O primo Basílio” que esta sendo lido por uma parte da sala para o trabalho da unidade e para a atividade final de avaliação deste estágio.



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Diário de Regência n° 06

Escola: Edna Moreira Pinto Daltro


Data: 19/09/2008
Local:Capim Grosso - Bahia
Hora de Inicio/Término da Aula:9:10 ás 10:00


Professora da sala: Eli Vaneide Cedraz de Oliveira Barbosa
Nível/Série: Ensino Médio / 2° Ano
Número de alunos: 29
Estagiários: José Orlando O. Rios / Maria Aurilene R. Mendonça
Tema: Machado de Assis - Um pouco de sua obra


Machado de Assis é o tema Principal desta aula que se iniciou de forma parecida coma anterior, acontecendo a distribuição de material impresso contendo a biografia do autor.
Nosso conhecimento sobre Machado foi suficiente e o aplicamos de forma adequada na sala, levando o aluno de forma cronológica a perceber a vida e a extraordinária influência do autor na nossa literatura.
Usamos de recursos impressos e de vídeos para levar este entendimento a todos, com a exibição de um pequeno filme sobre Dom Casmurro notamos na sala a total atenção dos alunos, sua interação com o autor e seus reconhecimentos pelo “patrono da academia brasileira de letras”
Aconteceu uma pequena aglomeração em frente ao computador durante a exibição do filme, porem conseguimos de forma fácil controlar a situação e recolocar em ordem a sala de aula.
Respondemos todas as perguntas surgidas sobre machado de Assis e seus livros, bem como auxiliamos na interpretação de trechos escolhidos do livro Dom Casmurro, aliás este também esta sendo estudado e será objeto de avaliação na ultima aula deste estágio.
Quase no final, já que esta foi a penúltima aula, a interação dentro da sala aconteceu totalmente, não havendo “medos” entre nós, estagiários e o alunos, que se comportaram de forma natural, como se já fossemos seus professores regentes desde o inicio do ano. Isso também se reflete no uso que fazemos da voz, principal recurso do professor, já falamos em tonalidade adequada a sala com a dicção muito boa e a pronúncia melhorada.
Atingimos 100% dos nossos objetivos nesta aula, incentivamos a leitura do livro Dom Casmurro, mostramos e explicamos a biografia de sue autor, refizemos trechos da obra, e contextualizamos com a nossa realidade . .





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Diário de Regência n° 07 (aulas geminadas)

Escola: Edna Moreira Pinto Daltro

Data: 23/09/2008
Local:Capim Grosso - Bahia
Hora de Inicio/Término da Aula:10:20 ás 12:00

Professora da sala: Eli Vaneide Cedraz de Oliveira Barbosa
Nível/Série: Ensino Médio / 2° Ano
Número de alunos: 29
Estagiários: José Orlando O. Rios / Maria Aurilene R. Mendonça
Tema: Avaliação sobre o Realismo/naturalismo e a nossa realidade


Estas são as últimas aulas deste estágio, iniciamos ás com o vídeo “Como o Brasil trata seus estudantes” do programa Repórter Record. O objetivo é mostrar, de forma naturalista, a realidade no ensino brasileiro.
Em seqüência revisamos todo o assunto, em ordem cronológica, fizemos comparações, metáforas, demos exemplos e passamos as avaliações, estas foram feitas de forma individualizadas para cada grupo. Explicando melhor, o grupo que estava lendo um livro, recebia a avaliação contendo sete questões relativas aquele livro, mais três questões sobre os outros assuntos das aulas dadas. Assim, tínhamos quatro provas diferentes na sala.
Após recolhidas às avaliações nos despedimos, agradecendo a oportunidade do colégio, da professora regente e dos alunos, que foram nossos parceiros, pois ao tempo em que nos dedicávamos para preparar as aulas para ensiná-los, também aprendíamos, com isso saímos destes estágios bem mais conscientes do papel importante do professor.
Acreditamos ter atingido na aula 100% dos nossos objetivos, e no estágio algo em torno de uns 90%, a interação escola/educador foi muito importante neste processo. A turma colaborou muito, a professora da sala foi excepcional e o resultado foi um enorme conhecimento adquirido.
Reconhecemos que temos muito o que aprender, e que o aprendizado deve ser constante e que as dificuldades servem como desafios, para serem vencidos, com esforço, dedicação e muito trabalho.
É impossível se passar em uma aula tudo o que se prepara para ela, é incrível como o tempo de uma aula é pequeno, se comparado ao tempo que se levou para prepará-la, agora mais do que nunca, temos consciência do trabalho árduo que é ser professor. São heróis anônimos que hoje fazem o papel de mestres e de pais, sem ganhar muito por isso.

DIÁRIOS DE PARTICIPAÇÃO - MODELOS

Estas aulas foram observadas no Colégio Edna Moreira Pinto Daltro em Capim Grosso - Bahia.
Aproveito o Blog, para Agradecer o carinho, da Direção da escola, da professora regente, dos alunos e, ( sempre tem algo pra se reclamar) rs rs
reclamar da facul, que deveria no minimo dar um desconto na mensalidade durante o período de estágio, como forma de compensar a duro trabalho de ensinar, afinal dentro da sala, de certa forma, se faz "comercial" da facul...
Bem, vamos aos Diários!!!













Diário de Participação n° 1 ( aulas geminadas)
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Escola: Edna Moreira Pinto Daltro
Data:19/08/2008
Local: Capim Grosso - Bahia
Hora de Inicio/Término da Aula: 10:20 ás 12:00
Nível/Série: Ensino Médio / 2° Ano
Professora Regente:Eli Vaneide Cedraz de Oliveira Barbosa
Estagiários: José Orlando O. Rios / Maria Aurilene R. Mendonça


A professora regente nos apresentou a turma, fomos bem recebidos, falamos um pouco sobre a nossa faculdade, sobre esta nova maneira de ensino á distancia, sobre como são feitos e enviados os trabalhos e sobre como se dará a nossa participação nesta sala de aula.
Em seguida a professora entregou as provas da II unidade, que teve como tema o período romântico e passou a correção no quadro. Nós auxiliamos os alunos de forma direta acompanhando de cadeira em cadeira e, na medida do possível tirando dúvidas.
Foi uma aula longa (geminada) onde podemos perceber que esta sala é comum, ou seja, tem alunos interessados e desinteressados,uns que participam e outros que atrapalham os colegas.
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Diário de Participação n° 02
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Escola: Edna Moreira Pinto Daltro
Data: 21/08/2008
Local:Capim Grosso - Bahia
Hora de Inicio/Término da Aula:09:10 ás 10:00
Nível/Série: Ensino Médio / 2° Ano
Professora Regente:Eli Vaneide Cedraz de Oliveira Barbosa
Estagiários: José Orlando O. Rios / Maria Aurilene R. Mendonça


Em nossa terceira aula de observação já estávamos mais “enturmados” e auxiliamos a professora no assunto: introdução ao realismo.
Distribuímos o material impresso e a professora apresentou um sliders pormenorizados cada fase do contexto histórico na Europa e depois no Brasil, momentos estes que anteverão e conviveram com os textos realistas.
No Brasil o destaque maior foi dado aos fatos, de abolição da escravatura e no ano seguinte a proclamação da república que tiveram influências decisivas e de certa forma confirmarão ideais que há certo tempo já vinham em curso.
Foi uma aula tranqüila e acreditamos proveitosa para todos.
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Diário de Participação n° 03
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Escola: Edna Moreira Pinto Daltro
Data: 22/08/2008
Local:Capim Grosso - Bahia
Hora de Inicio/Término da Aula:09:10 ás 10:00
Nível/Série: Ensino Médio / 2° Ano
Professora Regente:Eli Vaneide Cedraz de Oliveira Barbosa
Estagiários: José Orlando O. Rios / Maria Aurilene R. Mendonça


Dando seqüência a aula anterior o tema desta foi naturalismo e nela a professora regente trouxe material de apoio bastante interessante que foi símbolos de partidos, os mais conhecidos e fortes o comunista ( a foice e o martelo) e o nazista (a suástica) que mostram o pensamento da luta de classes, uma das fortes características do naturalismo, a vontade de “subir na vida”.
Foi mostrado o antagonismo á esta vontade humana que foi “determinismo”, falou-se também do evolucionismo, do cientificismo e dos romances de “teses”, como o mulato.
No mesmo contexto histórico-cultural do realismo, as obras naturalistas, primam pela descrição exagerada das reações humanas de forma instintiva.
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Diário de Participação n° 04
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Escola: Edna Moreira Pinto Daltro
Data: 26/08/2008
Local:Capim Grosso - Bahia
Hora de Inicio/Término da Aula:10:20 ás 11:10
Nível/Série: Ensino Médio / 2° Ano
Professora Regente:Eli Vaneide Cedraz de Oliveira Barbosa
Estagiários: José Orlando O. Rios / Maria Aurilene R. Mendonça


Nesta última aula de observação e, já em comum acordo conosco a professora regente passou o trabalho da unidade que consiste na leitura de quatro romances realistas/naturalistas que são: o Mulato, o Cortiço, Dom casmurro, e O primo Basílio.
Nos ajudamos a distribuir alguns romances na sala e de forma aleatória pedimos que alguns alunos lessem pequenos trechos, mostramos a diferença da forma de escrita para a nossa atual e apontamos peculiaridades que devem ser observadas durante a leitura dos romances.
A sala não pareceu muito animada para a leitura.

6 de outubro de 2008

ENFIM ACABOU!

Eu resisti, Ufa!! acabou, hoje é dia 06/10 e a eleição passou... Agora posso escrever em paz. Foram dois meses de intensa "zoada", nenhuma proposta clara, enfim foram dois meses da mais genuina politica coronelista.
Sim, Coronelista em pleno seculo XXI, como? do mesmo jeito do inicio do século passado: Comprando.
O coronel antigo comprava o escravo, e mandava nele e mandava nos que viviam sob suas terras e ganhavam as eleições. O coroneis "modernos" compram seus "aliados" e, mandam neles e mandam nos que trabalham em suas empresas e ganham as eleições. Pra derrubar um coronel? só outro coronel mais forte!
Especificamente na minha cidade foi a batalha de dois Coroneis, Um, acostumado a ganhar as eleições "no ultimo dia", ou mlehor nas ultimas noites, na surdina, na mais descarada compra de votos, estudiosos do assunto chegam a afirmar que nestas ultimas noites ele conseguia mais de 10% dos votos. O novo coronel, nascido em berço politico, e conhecedor das formas de "virar' uma eleição, sabia como anular os efeitos da "tatica" do adversário.
O que se viu e ouviu, foi uma perseguição na noite, ao tempo que um "carro" de um dos grupos politicos chegava em qualquer rua de bairros perifericos, logo atraz vinha outro, do grupo adversário, munido de câmeras, pronto pra flagrar a "crime eleitoral". Creio tambem nuna contra ofensiva.
No auge sa batalha, aconteceram até quebra-quebra. Alheia a tudo e convencida de que nenhum traz consigo o moralismo (utopico?) dos grandes administradores, a população teve que escolher entre o menos ruim, entre o menos corrupto, entre o que tivesse menos erros.
O que fazer, se vivemos no país onde o que se diz ( e as vezes se escreve) não tem valor, não tem significado, só serve pra agradar os ouvidos de que esta escutando, veja pra isso os discursos do nosso presidente antes de eleito (anti juros altos, anti CPMF, anti assistencialismo...) e depois de eleito ( pro CPMF, pro juros altos, Pro assistencialismo).
Mas, Ufa!!! eu resisti, não escrevi nada durante a eleição, foi uma forma de não me enfurecer, de deixar os acontecimentos (repetidos...) amadurecerem, para depois de vividos, poderem ser melhores analisados, e como se deve fazer quando algo é irremediável, esquecidos.
Estamos preparados para mais quatro anos de "PROMESSAS CUMPRIDAS".